quinta-feira, 24 de agosto de 2017

NOTA IMPORTANTE

Ontem, o conceituado profissional do rádio Henrique do Valle, do qual sigo o trabalho desde 1993, quando ele fazia o PowerTraxx na Transamérica, postou um vídeo denunciando uma prática que muto nos entristece - a venda de elementos de produção de rádio sem direitos autorais. 

Coleciono jingles de rádios desde os anos 90. Conheço uma centena de colecionadores de jingles de rádios ao redor do mundo e no Brasil. Sempre colecionei Jam Creative e em 2007 conheci a ReelWorld, empresa da qual tenho um grande acervo de rádios de outros países e brasileiras na minha coleção.

Já vi de tudo no ramo do rádio. No início dos anos 2000 trabalhei numa rádio em uma cidade satélite de Brasília e nessa mesma cidade apareceu uma rádio pirata que tinha toda a plástica da Metropolitana de São Paulo, na época produzida pela Jam Creative. Vejo que isso acontece no rádio há muito tempo. Lembro que quando eu era criança, viajava ao redor do Brasil por causa da profissão do meu pai e, antes da Transamérica se tornar via satélite, rádios copiavam na "cara-dura" suas vinhetas e sinal de hora certa. Com o avanço da internet, isso se propagou de maneira maior ainda.

Em 2010 eu criei o blog Louco Por Rádio e pouco tempo depois o podcast de mesmo nome que pode ser ouvido no Soundcloud e na iTunes. Graças a Deus e ao trabalho feito com excelência, tenho ouvintes em todo o planeta, entre eles profissionais de rádio, que muitas vezes me cedem pacotes de vinhetas para os podcasts. Isso me gerou um acréscimo significativo na minha coleção. Tenho jingles da Jam Creative, Brandy Jingles, ReelWorld em minha coleção para diversas rádios do Brasil e do mundo. Um amigo, que certa vez me cedeu os áudios do pacote feito pela Brandy para a Blink 102, fez uma brincadeira quando me cedeu os áudios e que é uma verdade. Ele disse: "cara, não passa esses jingles pra ninguém! Do jeito que o povo é, eles editam tirando o nome da Blink e usam só o 102." Triste, mas é uma verdade.

Durante muito tempo adotei a prática da troca com ética com outros colecionadores. Sempre pedi que os áudios cedidos não fossem compartilhados, assim como nunca compartilhei áudios que pudesse prejudicar ninguém. De 2015 pra cá, tendo em vista a falta de ética de algumas pessoas, eu não tenho cedido mais os áudios. Sempre tenho respondido a quem me pede os mesmos que não posso mais cedê-los por questões de direitos autorais e que os mesmos são cedidos por mim apenas para a finalidade uso em Podcast.

Por isso, se você segue nosso trabalho, não insista pedindo que a gente envie as vinhetas. Tem gente que até mesmo oferece dinheiro. A essas pedidos eu respondo: NÃO POSSO VENDER E NEM DAR DE GRAÇA AQUILO SOBRE O QUAL EU NÃO TENHO DIREITOS AUTORAIS.

Continuaremos agora, mais do que nunca, falando dos pacotes de rádio somente nos podcasts. Não quero, em hipótese alguma, ser conhecido como alguém que prejudica o trabalho alheio.

O vídeo abaixo motivou esse post, orque concordo plenamente com o Henrique do Valle:



Abraços!

Guímel Bilac